
Há tempos escrevo sobre tudo o que me toca da forma mais sincera possível. Não tenho vergonha de falar de minhas fraquezas, de meus medos, de meus devaneios sejam eles de que natureza forem e muito menos penso duas vezes antes de pedir desculpas por algo que tenha feito. Não raro, sou criticada e gosto quando isso acontece porque me vejo refletindo sobre meus valores. Crescemos sempre no embate, no diálogo, na divergência.
Muitas pessoas não se expõem por aqui para não ter que discutir. Não sou dessas como podem ver. Falo sobre política, educação, maternidade, sociedade, separação, escrevo sobre como é morar no subúrbio carioca, escancaro a minha dor sem freios. Sempre fui assim desde que me entendo por gente.
Como já disseram, sou uma “subcelebridade” na internet. Para quem não sabe, esse boom no meu perfil ocorreu no ano passado por postagens de cunho bem diferentes terem viralizado: vídeo de minha filha cantando para vacas, foto dos meus filhos no Aniversário Guanabara, texto relatando a minha experiência com coletor menstrual, anúncio de meu filho Hideo,… e o polêmico texto sobre cotas escrito há um ano (repostado ontem no facebook) que é o motivo dessa minha fala agora aqui.
O texto sobre cotas me apareceu como “lembrança do facebook”. Como acontece com inúmeros deles, apenas dei o famoso control C control V para quem não tivesse lido, caso quisesse, dar uma olhada. Lembro-me que, no ano passado, recebi mensagens de todo o Brasil por ele. Pessoas que haviam sido (ou ainda eram) cotistas estavam me agradecendo emocionadas pelo relato que eu havia feito. Por recordar as mensagens de carinho que havia recebido e por entender que ele seria algo bom para a comunidade, resolvi publicá-lo em meu feed mais uma vez. Se tivesse, na época, recebido uma só crítica de um negro se sentindo mal com a postagem, podem ter certeza que não teria republicado esse texto. Não foi o caso. Os elogios e agradecimentos tinham vindo deles e por causa do texto fiz amigos cujas vozes são importantíssimas no movimento negro. Sim. Muitos que me elogiaram podem ser cegos, não descarto essa possibilidade.
Qual foi minha surpresa que dessa vez a minha vida virou de cabeça para baixo. Levei um susto com a quantidade de pessoas me agredindo e as ameaças que recebi. Fui acusada de ser racista e ter sido completamente infeliz nas palavras. Inicialmente, como sempre digo, se o oprimido diz que sofreu um preconceito e foi agredido, ele tem sempre razão. Não existe mimimi. Não existe vitimismo. O mundo não está ficando chato. O mundo está melhorando isso sim. E isso tudo que aconteceu serviu como grande aprendizado, pois, fui acusada pela primeira vez de opressora. Perguntei-me: onde fui racista? Eu? Racista?! Já sabendo de pronto que sim, vale observar. Tinha sido racista já que há negros que se sentiram ofendidos. Essa é a regra.
Li o texto. Reli. Li comentários. Muitos xingamentos, muitas agressões.
A minha reação é ficar desesperada olhando para o que fiz e questionando onde errei e porque despertei esse sentimento ruim nas pessoas se tomo sempre o maior cuidado para fazer o contrário. Para muitas que vieram até me ofendendo, eu pedi para que, por favor, me ajudassem a melhorar. O que falei que feriu tanto para que nunca mais eu faça de novo?, perguntei para um tanto de gente hoje, pois, juro, não entendi o motivo pelo qual estavam querendo meu fígado.
Nada como o diálogo.
Não vou me ater aqui a dissecar do texto e a comentar frases que recortaram, colaram em fotos minhas e divulgaram em páginas e sites por aí. Sei que com isso, minha integridade física já foi ameaçada, corro risco de vida, pois, conhecem bem meu rosto (como fizeram questão de expor) e esses que fizeram isso querem mesmo a minha morte seja ela real seja metafórica. As duas são possíveis e se temo a primeira é porque sou mãe de três e filha de duas pessoas para as quais dou total assistência. O fato de ter virado conhecida pouco me importa ao contrário do que muitos (que não me conhecem) pensam. Coisas imprevisíveis que acontecem na internet… Por mim, ficaria falando só para meus amigos como sempre fiz. “Printando meus próprios tweets” para eles somente no intuito de compartilhar ideias e brincar – como muitos sabem que gosto demais de fazer.
A única coisa que sempre sonhei foi ter meus livros publicados e só. Isso não escondo de ninguém. Mais do que isso para quê? Acabou que hoje tenho quase 150 mil seguidores, fato que foge a minha compreensão e ao meu controle. Quando penso nesse número me dá até calafrios. E, por tentar sublimá-lo e acreditar sempre que escrevo para meia dúzia de leitores, não tomo cuidados que hoje, aprendi, preciso estar atenta.
Isso posto e voltando ao foco da postagem, gostaria de agradecer a todos pelas críticas que me fizeram. Entendi que, a despeito de não ter sido a intenção, o texto que pretendia narrar a desconstrução de um preconceito, ainda assim, foi infeliz e opressor, principalmente, na forma.
Relendo a partir das críticas recebidas, percebi o quanto é difícil viver em uma sociedade estruturalmente racista. Eu estava crente que (como muitos me fizeram crer na primeira vez que o texto foi publicado) tinha feito um serviço bacana narrando tudo o que passei. Qual o quê. Close erradíssimo. Vocês estão certíssimos em terem me chamado a atenção.
A única coisa que gostaria de pontuar é que o fato de eu ter estranhado ver negros em minha sala de aula (como narrado o texto) não foi por incômodo com a raça ou cor e sim por ter visto que algo diferente estava acontecendo. No mais, a narrativa peca por ter dado a impressão que eu acredito que, se não fosse pela ajuda dos colegas brancos, os cotistas não dariam conta, além de eu ter reforçado esteriótipos que só dificultam a inclusão e os colocam como seres fora do padrão. Entendi perfeitamente isso e concordei de pronto com a crítica.
Não inventei nada do que foi escrito, queria observar. Tudo aconteceu. Não teria motivos para inventar nada. Autopromoção, crescer em cima da desgraça alheia, aparecer como salvadora… nada disso me passou pela cabeça. Quando o texto foi publicado pela primeira vez, praticamente, foi só para amigos e conhecidos que sabem que a minha intenção jamais seria essa, digo, aparecer. Queria apenas compartilhar com aquele texto (que excluí para frear as ameaças que ando recebendo e a pedido da comunidade negra – e não por covardia como já me acusam) que quebrei a minha cara por ter pensado inicialmente que não daríamos conta daquele novo perfil de alunos que nunca dantes na história do Cefet havíamos tido.
Não menti. O texto fala (de forma infeliz ok) da desconstrução (não completa como vários observaram muito bem) de um preconceito de classe e de como tive que me reinventar como professora para dar conta da diversidade de vários níveis. E tive mesmo. Não vou esconder isso. Não por ser “iluminada”, “boazinha”, “princesa isabel” como me chamaram ironicamente. Mas porque outra realidade se apresentou e que não fazia ideia de como lidar com ela e fiz um esforço danado para aprender. E continuo me esforçando para ser a melhor professora para meus alunos. Há muito o que preciso assimilar ainda, como viram. Que bom que seja assim, penso eu… que horror seria se não tivesse mais nada a melhorar.
Hoje, em minhas palestras e em minhas falas, defendo que as cotas deveriam ser obrigatórias por lei em escolas particulares também, pois vi o quanto é somado quando trabalhamos no plural. Não sou tão ruim quanto pensam ao meu respeito. Entre o quente e o frio há graduações de morno. Seria bom não ver o mundo de forma tão dicotômica, acho eu…
Se meu relato reforçou a colonização, como observaram, peço milhões de desculpas, pois quero estar ao lado de quem a questiona e não do lado de quem a defende. Por favor, não me excluam dessa luta.
Prometo me policiar muito mais na minha fala, na minha escrita e a rever sempre meus (pre)conceitos.
Mais uma vez, a todos que contribuíram para tanta reflexão, muito obrigada. E a todos que se sentiram ofendidos, perdão.
Segue o barco com todos dentro.
Publiquei esse texto me retratando publicamente. As ameaças, incrivelmente, pioraram depois que o escrevi. Por motivo de segurança (já que meu contra cheque, meu CPF e endereço foram publicados junto com a foto do meu rosto com a legenda “racista!”) e por precisar digerir tanto ódio sem afetar a minha saúde, desabilitei a minha conta por tempo indeterminado.
Preciso me fortalecer.
Obrigada a todos que permaneceram ao meu lado e não atiraram pedras.
Em tempo, se quiserem continuar lendo meus novos textos, basta assinar o Blog. Na barra lateral direita tem um espaço para isso. Sempre que postar um texto novo, vocês serão notificados.
Aqui é a minha casa. Sejam bem vindos.
Élika, estava completamente alheio a tudo isso. Não acompanhei. Bem, o que dizer? Força, Raça, Fibre! Tudo isso você tem. E talento, muito talento, além da honra e dignidade para reconhecer onde errou. Permaneça firme, você não está sozinha!
Oi Elika! Fiquei sabendo da “fofoca” agora e vim averiguar!… Li o texto sobre as cotas e, de fato não foi o mais feliz que vc já fez, muitos tons ficam subentendidos e no geral, resumindo, da o ar de ter colocado o “branco” em 1º lugar ainda e, novamente.
Porem, somos apenas humanos e, humanos em constante ascensão. Me esforço por não inserir na minha vida a regra de que “um erro apaga mil acertos” – acho injusto. E, no geral, vc sempre me inspirou! Me lembro de ter chegado até vc através daquele seu post de “oferta amorosa ao filho” e, ao invés de ter me apaixonado pelo filho, me apaixonei instantaneamente por vc!! kkkkkk
Portanto, faço um apelo: VOLTE PARA FACEBOOK, por favor!!! Se puder… Vc fará mta falta!
Obrigada por todo o conteúdo de grande relevância!!
Um abraço forte!
Paz!
Boa tarde Elika! Tomei conhecimento do seu relato hoje, via postagem de uma amiga no facebook. Primeiro, me apaixonei na hora. Sei extamente o que vc sofreu. Te entendo com a minha alma. Segundo, porque vejo minha filha sofrendo o mesmo preconceito, mas por vir de escola pública. Que te dizer que um velho ditado, bem retórico, aqui se aplica: “A verdade está nos olhos de quem, e no ouvido de quem ouve!”…porque é a leitura dos outros que acaba ditando os acontecimentos. Se a pessoa quiser enxergar racismo, ela vai enxergar até aonde não tem. Não tem racismo no seu texto. O preconceito do qual vc fala, me remeteu a minha vivência, a da minha filha e de toda a minha família que é da área de educação. Talvez, por isso me apaixonei na hora e parei tudo que estava fazendo para comentar e me increver no blog. Estudei no CEFET-RJ em 1990 e me formei em 1994. No meu tempo, não havia cotas e a escola sempre foi elitizada sim. Eu vim de escola pública, mas sempre fui CDF(termo que usávamos). Talvez, pela família, ser de educadores, da parte da minha mãe e meu pai ser europeu, Sérvio, tive essa educação de estímulo ao estudo e leitura. Sou leitora obssessiva. Na época que citei, todos se assustavam ao saber que eu era de escola pública e estava sempre no topo das notas. Identifiquei-me com seu texto, porque mesmo sendo ativista política e lutando por todas as minorias e classes excluídas também fui chamada de racista. Mas eu não acredito nisso e não dou importância. Fato que não estou me comparando, já que a sua proporção de alcance é infinitamente maior. E sou muito criticada por minhas opiniões incisivas, por gostar de estudar, por me importar e me manifestar. Tenho até me resguardado. A minha filha, também estudou em escola pública e passou para o Pedro II, numa Unidade tradicional (que não vou citar para evitar certa exposição). Ela passou em 6º lugar, na cota de escola pública. E não vejo como privilégio ela ser cotista. Estudou muito o ano inteiro, se privou de muitas coisas, nós também, porque eu e o pai, a incentivamos sempre e ela fez a mesma prova que a Ampla Concorrência. Tirou 10,0 em Língua Portuguesa, 9,0 em Matemática e 9,75 em Redação. Ela lê muito. Eu gasto a maior parte do meu dinheiro com livros, revistas, entre outros, garimpados em sebos e feiras. Estimulo ao máximo programas culturais. Ela teria passado até na Ampla Concorrência. E passou também no CAP da UERJ, só que sem cota lá. Sei que me estendi no texto, sou prolixa e tenho TDAH. Mas, só quis expressar a minha admiração e reforçar que sou sua seguidora a partir desse momento e que vc me representa. Parabéns! O Cefet é ainda é uma escola que forma pensadores! Fique com Deus!
Muito obrigada pela mensagem. Tudo devidamente lido e assimilado.
Tô passada com tudo isso mas creio que vc vai extrair algo de muito bom dessa experiência como sempre.
Oi Elika,
Que pena… Acho vc muito razoavel e por isso quando li o texto, depois de um certo espanto, percebi que, como relato da realidade, nao poderia ser diferente. No final a mensagem e’ positiva. E’ ingenuo pensar que depois de 500 anos de exclusao haveria uma inclusao, via cotas, tranquila. Claro que seria dificil e precisaria do apoio de toda a comunidade. Considerando que o contexto e’ a realidade vivida por vc, colegas e alunos, por mais que eu, que apoio cotas, gostaria que fosse diferente, tenho de aceitar o relato. Conscientizar-me. Ter empatia pelos que estao vivendo isso (logico que os que mais tiveram que se esforcar e por tanto merecem todo o reconhecimento sao os proprios cotistas…). Vc nao estava fazendo uma analise, ou um artigo de jornal sobre os pros e contra, etc… Estava, mais uma vez, falando da sua vivencia. Ainda a admiro! Sucesso!
Oi! Li o seu texto e percebi exatamente os pontos onde você errou. Alguns trechos me doeram, mas percebi também que a intenção foi boa e o saldo foi positivo, muito positivo no final. As pessoas estão muito sensíveis, está cada vez mais difícil opinar e se posicionar porque as questões não são mais binárias. É uma quantidade enorme de variáveis trazidas por novas vozes, grupos identitários, minorias, enfim. E toda divergência é bem-vinda porque todo mundo merece um lugar ao sol. O problema é que as pessoas erram a mão e muitas janelas de discussão acabam se fechando pela intolerância e radicalismo.
Boa sorte! Vou seguir o seu blog 😉
Força! Você se demonstrou humilde, consciente e cidadã. Li o seu texto há um ano e não vi mal nenhum. Você traduziu o preconceito que todos nós temos, que foi ensinado desde o dia que em que nascemos. E você humildemente nos ajudou a desconstruir. Não desista! É triste que as pessoas não consigam identificar o verdadeiro opositor. Você é parceira. Quero te ver de volta em breve. Enquanto isso, se recupera com as pessoas que te amam. Estamos te aguardando!
Elika, acompanhava você no Facebook, por sua inteligência, espírito, pela qualidade do seu texto e todos os etcs possíveis. Estive fora do “ar” ontem e hoje me deparei com a confusão armada e você fora. Só quero te dizer uma coisa: força. Não deixe que te firam emocionalmente com esse ódio (é flórida, eu sei, mas tente), você fez o certo se preservando fisicamente e saindo daquela “rede”. Preserve-se emocionalmente também, você é especial.
Certamente você conhece aquela frase “Isso também vai passar”.
Carinho e boas vibrações.
Olá, Elina!
Conheci os seus escritos a partir do DCM quando postaram o seu artigo sobre o telefonema do Lula. Entrei no seu blog, li outas publicações. Lembrei-me de um texto ótimo da sua correria cotidiana e o problema mecânico no carro. Me diverti com a narrativa bem humorada dos seus perrengues. Acabei me inscrevendo no blog. Até te escrevi e contei dá minha militância pela música brasileira com a http://www.radio.web.bocalivre.org – Fiquei ansioso pra receber um alô que, infelizmente, nunca chegou. Te contei que somos colegas de instituição e passei a sonhar contigo dando palestra pros meus colegas na semana de planejamento. Enfim, foi encanto na primeira leitura.
Hoje no final da manhã li seu o artigo sobre a perseguição que você está sofrendo no universo virtual. Entendo perfeitamente o que você está passando. Vivi o mesmo há nove anos quando a Boca Livre era uma espécie de blog que eu publicava artigos de toda natureza e também fazia críticas aos políticos e a elite de minha cidade, Jataí, Goiás. Não fui ameaçado, mas o que publicavam de mentiras ao meu respeito por pouco não arruinaram a minha carreira de professor no IFG. Superei, mas não foi fácil. Desejo a você muita serenidade e uma dose extra de força (sei que você tem de sobra) pra superar mais esta batalha. Beijo
Puxa vida. Quero te dar toda a atenção que vc merece. Sorry por não poder fazer isso agora. Me mande tudo de novo mais para frente quando essa onda de ódio passar?
Não estou tendo força de sobra. A onda foi tão forte que dessa fez levou tudo e faltou. Sem comer. Sem dormir… um bagaço de gente. Me sentindo uma aberração por ter feito mal a tanta gente mesmo sem querer.
Obrigada pela mensagem.
Beijo
Oi, menina!
Desculpe-me pela “cobrança” de atenção. Sabe aquele sentimento de “encontrar” uma alma irmã e querer estabelecer contatos imediatos!! Foi apenas isto! Mas imagino a loucura que é a sua vida com tantos afazeres. A propósito você os narra de maneira admirável! Mas não se esqueça da letra do grande Walter Franco: “o importante é manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”. Evidente que neste momento duríssimo é muito difícil seguir esta dica, mas creio que o conhecimento desta essência inserida na filosofia oriental irá te fortalecer.
Envio pra você a ternura da canção de Milton Nascimento num trecho da música River Phoenix:
“Queria que fosses feliz
uma água calma a inundar
a sua margem de carinho
um peito aberto a quem chegar
Como o teu nome, diferente
Uma paisagem nos induz
Uma paisagem de inocência
Mas que se sabe e que conduz
Conduz agora este momento
O pensamento e os olhos meus
brilhando de emoção e grato
alguém que só te conheceu
num filme (crônica) que viu tantas vezes
Este poema aconteceu.”
Marquinho
Por mais Elikas no MUNDO!
Sensata, humilde, lúcida, coerente…
Peço perdão pelos haters de plantão.
Eles estão aí, aos milhões…
FORÇA! Bjos!
#ForçaElika.. Sempre tive cautelas em add as pessoas por isso..Quero q vc volte pro Face .Vc faz muita falat..Vc sim representa a minha esquerda, q não precisa de holofotes pra aparecer..””Por mais Elikas no MUNDO!
Sensata, humilde, lúcida, coerente…
Peço perdão pelos haters de plantão.
Eles estão aí, aos milhões…
FORÇA! Bjos!..”””
Elika,
Lamento muito, em tempos de crise generalizada, as pessoas extrapolam os limites da tolerância e respeito. O país vive uma crise profunda de identidade, grande parte perdido, referências distorcidas.
Eu comecei a lhe seguir justamente pelo seu texto, me identifiquei com ele e com seus sentimentos. Trabalho no serviço público há mais de 20 anos e sei como é ter de “reolhar” ,”reenxergar” e rever.
Você fará falta, são pessoas como vc que buscam a construção de um mundo melhor e mais justo, sempre sofreram. Quanto mais a luz se busca, mais trevas irão reagir. Várias vezes vi vc responder para vários “poderosos” com verdade e muito humor.
Não se deixe abater pq é exatamente isso a tentativa.
Força aí mulher guerreira. Vc é querida por muitos .
Não senhorita Takimoto. Quando alguém diz que sofreu preconceito de você, você não aceita a acusação e abaixa a cabeça só porque esta pessoa é oprimida – aliás, quando lhe acusarem de algo, você não aceite nunca a acusação. Quando lhe acusarem de algo, você manda provar ou vai trás para saber. O vai acreditar em tudo que falam que você fez e é?
Sim, manda provar. De tando mimarem pessoas por se sentirem magoadas por nada; estão mimados e com muita raiva, vocês, a “new left” estão criando quimeras. Veja por exemplo o Gregório Duviver. Foi bancar o bonzinho, e pedir desculpas pelo o vídeo “Travesti” da Porta dos Fundos – que não tinha nada de preconceituoso. Outro pucha saco de SJW que está alimentando quimeras.
Agora é isto aí . Você sofreu ameaças, xingamentos e humilhação, e teve que deletar o seu perfil por causa da onda de ódio, ainda quer pedir desculpas e dizer que estão certos? Saiba Takimoto que estes novos carolas não são pautados pela a ética, e muito menos, pela empatia que apelam tanto para outros terem. Não passam de moralistas cruéis e sem empatia pela a espécie humana. Tudo que lhes importa é a ideologia, suas crenças e dogmas.
A propósito. Melhoras para você.
Li seu texto sobre as cotas na replubicação, entendo que você contou sua vivência, mas como fui cotista e não tenho o perfil que você citou, achei realmente que não ficou parecendo um recorte (a sua experiência) e sim a realidade de todos os cotistas. Infelizmente acaba estereotipando alunos que já tem leões demais todos os dias para enfrentar.
Mas gosto dos seus textos, e discordo que você tenha sido racista. Há tanta intolerância, ódio e ego nesse mundo que as pessoas esquecem de raciocinar e agem esquecendo o que nos torna humanos.
Um abraço forte.
“Sabe aquela pessoa que demonstra que é um ser humano em constante evolução? Que reconhece seus erros e sempre busca melhorar? Que, conforme aprende coisas novas, outros pontos de vista, muda de opinião quando julga que as que possuía estavam ultrapassadas e/ou equivocadas? Aquela pessoa que te inspira justamente por isso?” (https://www.facebook.com/rodrigues.bc – o texto estão público)
E foi assim que comecei um post que escrevi sobre vc, Elika. A pessoa que tanto admiro e que me serve de inspiração, mesmo que eu a tenha conhecido há tão pouco tempo.
Força!! Vc sempre poderá contar com aqueles que te admiram e sabem que vc não fez nada por mal. Errou nas palavras por inocência, mas que reconheceu e está buscando melhorar sempre!
Um beijo!
Ninguém que ameace a integridade física de outra pessoa pode estar com a razão. Ofensa nenhuma justifica o apedrejamento que fizeram com a Elika. No mais, concordo 100% com o comentário abaixo, de quem se assina “Capella”.
Força, Elika (e não só no sentido da Física, que você conhece bem). Sinto falta, quero que volte, sim, mas só quando se sentir bem pra isso.
Quando você fez aquela enquete pra conhecer seus leitores e cogitou aceitar convites pra entrar na política, minha resposta foi (com outras palavras): “você não merece o que podem fazer com você”.
Então, você não é nem candidata a nada. Imagine se fosse. Vale a pena?
Beijo, querida.
Elika, querida, você foi atacada por trolls como acontece com toda figura de esquerda que se torna formadora de opinião. AS críticas do movimento negro certamente foram insufladas por pessoas que não fazem parte do movimento e só querem escrachar as figuras de esquerda. Converse com o Sakamoto, ele tem uma larga experiência neste assunto. O objetivo desse pessoal é justamente te afastar do facebook , eles querem o controle narrativo nas redes. Não saia, fique e lute! Você não está só. Um grande abraço da sua fã.
Plenamente de acordo. Citei você no meu comentário acima. Abraço.
Volta, Elika!!
Puxa Elika
Sinto muito que tenha passado por isso.
hoje mesmo estava comentando como temos vivido momentos difíceis onde vemos muitos lados de uma mesma moeda, a do autoritarismo, da aparência, onde vale mais o que parece do que o que é.
Um tempo onde as pessoas tem urgência em classificar o que veem, leem etc e passar para o próximo. Excluem qualquer sombra de contexto.
A tirania tem vindo ora vestida de “homens de bem”, ora de “politicamente correto” e quando entram na sala, qualquer contexto ou diálogo é logo jogado pela janela.
Tempos sombrios onde estamos….
Força, foco e fé!
Beijos,
Raquel
Erika, sou professor de história em São Paulo, região Norte, periferia, onde muitos lutam para concluir o Ensino fundamental II, numa triste realidade ocultada pelos órgão, raros serão os formando numa num ensino superior. Confesso, quando seu texto virulou na minha TL, inicialmente não consegui terminar o quarto parágrafo, mas fiz um esforço para tentar entender a cabeça que escreverá o texto e em seguida escrevi esse texto na postagem:
“”-Israel Junior Silva Consegui ler o texto acima, depois de muito relutância pessoal, no entanto continuo com a mesma opinião, e vejo, que a autora criou barreiras dentro de um sistema de educação pública, e também exclui a prerrogativa capacitária que determina oque cada ser humano tem e o condiciona receber informações, nem branco nem negros, nem ricos nem pobres, todos os cidadão em condições,normais psíquicas ou intelectuais tem aptidões semelhantes e podem ser instruídos. Todavia, a qualificação que autora usou está carregada de preconceitos, e dá à intender, que foi usada para demarcar o território. Um espaço público que todos os cidadão deveriam ter acesso, no entanto está restrito aos filhos da minoria com melhores condições.
Outra, passou da hora de termos uma concepção mais ampla sobre as cotas, pois elas fazem parte de um pacote de reparações, que deveriam acontecer em 1888, quando o Brasil ainda era Império. Um ano depois, através do golpe, que tornaria o Brasil em República, mantiveram a exclusão, dificultando o acesso do negro a educação, e após 114 anos que teríamos a primeira política de ação afirmativa, quando foi sancionada a Lei 10639/2003. a primeira Lei de ação afirmativa da história brasileira, permitindo que olhássemos a nossa sociedade e as suas distorções sociais, sobre tudo, essa Lei nos permitiu observar o engessamento social e econômico e o desnivelamento educacional, que aconteceu a partir da década de 1980.
As cotas educacional vem exatamente para atender uma demanda social dos povos excluídos, sobre tudo o negro, que desde a fatídica abolição ficou a própria sorte, sem qualquer política do Estado para ampará-lo, principalmente na área educacional. E foi um estimulo para o de desenvolvimento e a consagração identitária, e desde então proliferam-se outras ações, como o atendimento a mulher negra, do índio, portanto as cotas, dentro das reparações sociais, garantiram oportunidades e acesso a uma boa formação de jovens de famílias humildes.
Mas que se faça justiça quando as instituições públicas absorverem esses jovens, pois dizer que as escolas, ou faculdades abaixará o nível de aprendizado é um grande erro, pois está mais que provado que as notas desses alunos superam as expectativas.
O aluno cotista não precisa ser tutelado, precisa sim, adaptar à uma nova metodologia de ensino, e todos os alunos contemplados pelo sistema de cotas, passaram por pré avaliações, portanto a colocação de ensinar a segurar no lápis é uma metáfora maldosa.
O texto não tem base em estudos educacional e é cheio de preconceitos e desconsidera estudiosos da educação como Freud, Piaget, Wallon, Vigotysk, e Paulo Freyre, que mostram, que as diferenças para assimilação do aprendizado não estão nas classes econômicas e nem nos grupos étnicos, todos estão aptos a ser submetidos à instrução.””
Essa foi a minha resposta, não conheço o seu trabalho, mas vejo qualidade nos seus textos, e vejo que ainda não se aprofundou na temática do negro no Brasil, sim o Brasil tem um racismo estrutural, no entanto ele é velado, oque nos dificulta a erradicação dessa doença. A antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, especialista na historiografia afrodescendente, fez um trabalho de pesquisa muito bom, com entrevistas de um grande número de pessoas para saber quem era racista, onde constatou que 99% dos entrevistados não eram racistas, mas dentro desse grupo de não racista, os mesmo conheciam alguém racista, oque levou ela concluir, que vivemos numa ilha de racistas por todos os lados. Vai além, ao constatar que o racismo do Brasil é de fenótipo, atrelado à classes, quando um negro ascende ele deixa de ser visto como negro. O próprio negro, aos ascender de classe se esforça para não ser negro.
Gostei dos seus questionamento sobre o seu texto, mas ainda assim, para levar à análise de ativistas precisará dar uma melhorada, pois ainda há questões conflitantes, mas lembre-se a palavra é reparações, e as cotas faz parte de um pacote.
Como disse, seus textos são muito bom!!
Abraços!!
Descobri seu Facebook através de curtidas e comentários de alguns amigos com boas mentes. Sou contra curtir/seguir páginas e não te seguia… Até que abri uma exceção e te segui. Foi fazer isso e houve esse ocorrido. Desculpe pelo azar que involuntariamente te dei! 🙁
Elika, não fique se martirizando. Quem te atirou pedras, procurava um alvo há muito tempo e acharam a oportunidade. Também reli seu texto e identifiquei os pontos que causaram a revolta. Entendo de verdade. Sei que por eu ser branca, não saberei nunca o que é passar por preconceitos raciais (por outros até sei). Eu escolho meus amigos pelo carater, retidão e outras qualidades com as quais me identifico. A cor da pele, religião, time de futebol, orientação sexual e etc…são totalmente secundárias. Gosto da pluralidade de pessoas. E percebo que vc é assim tb!!! Portanto sei como deve doer em vc tudo isso. Mas não se culpe. Como pode, logo vc que sempre defende as minorias, agora sequer ser desculpada??? Não pode não!!! Vc escreve com muita verdade, se expõe demais…e isso torna a sua leitura uma coisa apaixonante.
Seu livro tem andado na minha bolsa…
Acompanho suas transmissões, morro de rir com suas atuações…seus filhos são lindos…
Se fortaleça, mas volte…
Tempos difíceis, tempos duros, tempos de extremismos….radicalismos…tô realmente triste.
um grande beijo, se fortaleça e retorne ao barco, porque a viagem é necessária.
bjs
cristina
Sou professora de escola pública é te desejo muita força. Estamos em um mundo cercado de Haters que odeiam tudo que falamos e vamos do 0 ao 10 em um minuto. Fui ler o seu texto e sabe? Algumas coisas eu concordo bastante. Primeiro é a de que muitos alunos de escola pública não tem hábito de estudo. Não tem. Não tem rotina, não tem horários, não tem pais que sentem com eles e lhes ofereça tempo de qualidade para estudar. Tive inclusive essa semana que explicar a uma mãe o que é estudar em casa.
Depois concordo sim que precisamos fazer o bem independentemente das cor da pele. Não importa se o seu aluno é branco ou negro, cotista ou não, homem ou mulher. O que importa é ser solidário e ajudar o próximo sim.
Por fim, muitas pessoas que NUNCA pisaram os pés numa sala de aula como professores, que nunca estudaram em uma escola pública, que nunca viram a realidade de perto se acham no direito de falar de educação como se fossem os supra sumos. Falsos e hipócritas. Quero ver um desses aguentar o que aguentamos.
Queria apenas uma dessas pessoas que escrevem direitinho na internt para me substituir dando aula com alunos que não fazem nem tarefa de classe, não levam lápis na mochila imagine estudar em casa.
Elika, te acompanhava no facebook e agora o farei por aqui. Nenhum de nós está livre de incoerências e contradições. Nenhum. Poucos porem tem a dignidade de reconhecer isso. Você tem essa capacidade e ainda mais torna pública suas questões e dúvidas. Você é hoje uma das mais acessíveis vozes que falam de justiça, de afeto, de preconceitos, de abusos. Lamentei profundamente cada palavra agressiva que li sobre seu texto. Em tempos tão difíceis é tão desnecessário esses ataques. Estou triste por você, mais ainda por nós que não ouviremos na sua voz o eco do que pensamos e sentimos.
Obrigada por me representar em tantos momentos e com tanta coragem.
❤️❤️❤️
Juliana Garcia
Inacreditável. Você é maravilhosa e, na minha opinião não foi racista. Pelo contrário, só relatou os fatos como realmente são, pelo que, ainda há muita exclusão de negros, e sim, o racismo na sua forma velada e escancarada. E não só pela cor, como tb pela condição econômica e social. Pra mim, acharam uma brecha mesmo para te atacar pq vc de alguma forma nestas publicações desconstrói tb a alienação das pessoas. Se fortaleça e volte!!! És muito querida!!!
Boa noite Elika.
Sinto muito pelo o que estás passando. Admiro muito a pessoa que você é. Adoro teus textos, e confesso que toda manhã abro o Facebook esperando encontrar algum texto teu, pois eles são inspiradores.
Quando li teu texto sobre as cotas, estranhei um pouco a forma como escreveste, mas ao terminar de ler, ficou claro para mim, o quanto estava satisfeita por ter conseguido superar, aquilo que se apresentou como um desafio a educadora que tu és.
Consegui perceber a tua felicidade pela conquista daqueles novos alunos, que estavas ajudando a transformar em cidadãos. E realmente não acho que tenha sido racista, afinal estavas justamente nos mostrando como se esforçou para desconstruir preconceitos, mesmo aqueles que julgamos não possuir.
Penso que precisamos sempre melhorar, afinal crescemos em um mundo, em que preconceitos estão e são muito enraizado. Nos libertarmos de todos eles é um exercício constante e nada fácil. E a forma como colocou isso no texto foi, ao menos para mim, muito clara.
Entendo que alguns podem ter se sentido ofendidos, mas penso que o diálogo deveria prevalecer, pois não sabemos tudo. Quem te acompanha, sabe que tu não é este tipo de pessoa. Acho que as mensagens de ódio que recebestes, mais do que defender aos “oprimidos” pelo teu texto, viravam tão somente atacar alguém que vem ganhando destaque e defendendo opiniões que não são aceitas pela parte abertamente opressora desse nosso triste país.
Elika, não te deixa abater não, isso é inveja daqueles que não tem conteúdo, argumento ou mesmo um cérebro capaz de pensar por si só. Ficam apenas procurando a próxima vítima para despejar seu ódio. Infelizmente tu foi a vítima da vez.
Não recua não, o Brasil precisa de mais pessoas inspiradoras como tu, que ajuda a fazer nosso cotidiano mais leve nesses dias tão sombrios.
Um grande abraço e um beijo no coração ♥.
Elika, acabei de ficar sabendo o que havia te acontecido. Sinto muito por estar passando por essa situação medonha e injusta. Muita força, que isso não te esmoreça, precisamos de você sempre alerta e na luta ao nosso lado.
Parabéns pela sua humildade, coragem e discernimento. Pedir desculpas é uma ato de muita dignidade.
Estamos contigo!
Beijo
Querida Elika,
Cheguei ao seu blog através de um artigo fantástico que você escreveu sobre sua relação com seus alunos e aplicação de provas. Foi simpatia imediata, e corri aqui para o blog. Senti muita satisfação por acompanhar o crescimento da sua popularidade, pois fico muito feliz quando vejo pessoas boas, honestas, inteligentes e de ideais progressistas terem um alcance maior. Minhas esperanças se renovam, sabe? Estamos muito necessitados de mais pessoas como você. Estamos desesperados, na verdade. E, infelizmente, alguns de nós, com sede de descontar toda a nossa frustração não importa o alvo…
Não vou me alongar porque sei que você está passando por um dos momentos mais difíceis da sua vida de “formadora de opinião”. Apenas queria oferecer minha solidariedade, e pedir que você se cuide, não se deixe abater, use esse episódio para um descanso, e quem sabe assim possa recarregar suas energias para voltar a nos brindar com seus textos de personalidade, carisma e humor únicos.
Meu carinho e admiração! Forte abraço!
Gio
Força Elika!
Paz no seu coração!
Um forte abraço
Muito bom seu texto. O outro, o “polêmico”, melhor ainda. [Eu nunca tinha ouvido falar em vc! 🙂 Talvez “subcelebridades de internet” (como vc disse) não estejam no meu cardápio…]
Não dá pra entender o q, nele, pode ter ofendido alguém!
Mas dá pra entender que você é uma professora, na alma.
Parabéns.
ôh, Elika que triste ver o tribunal facebookiano lhe troturando! Espero que volte e se fortaleça para a luta. Não sei qual o texto que tanto ódio causou. Lembro de um que li o ano passado sobre cotas e que me emocionou imensamente! Se for esse, também precise me rever e entender!
FIque sim um pouco longe desse ódio, cirtica e toques para melhorar é uma coisa bem diferente!
Estou no seu barco!
Um cheiro bem grande como diz na minha terra!
ôh, Elika, que triste ver o tribunal facebookiano torturando alguém como você! Espero que volte e se fortaleça para a luta. Não sei qual o texto que tanto ódio causou. Lembro de um que li o ano passado sobre cotas e que me emocionou imensamente! Se for esse, também precise me rever e entender!
FIque sim um pouco longe desse ódio, cirtica e toques para melhorar é uma coisa bem diferente!
Estou no seu barco!
Um cheiro bem grande como diz na minha terra!
Oi querida! a minha lingua não é o portugues, me disculpa pelos meus erros gramaticais. Sinto muito pelo que você está passando agora, eu não sou sua fã nem sua enemiga, eu sou me senti identificada com você nesta situação. É muito dificil enxergar o mal que há em nós mesmos, mas há sim, pois ninguém é perfeito né? faz uma semana foi numa palestra sobre a “branquitude” e pude enxergar com muita dor e vergonha como desde meu lugar de privilegio eu sou racista também, todo o sistema social en que vivimos no Brasil é racista e eu sou complice disso, (eu a desconstruida, que luta pela igualdade e tudo isso que você tambem reconhece em você) Comecei pelo reconhecimento de meu racismo impliscito, esse racismo que a gente aprende desde sempre e reforça dia a dia, quando as pessoas que sofrem racismo se revoltaram ao ler se texto (eles que estão acostumados a detetar o racismo no seu dia dia) falam que você foi racista, é porque foi racista, eu sou racista e todos nos brancos que aceitamos este sistema racista que nos cheia de privilegios. Falar como você falou no seu texto, desde seu lugar privilegiado foi infeliz sim.
(Aqui entre você e eu, não é a primeira vez que um texto seu me incomoda. Teve outro que me fez sentir a mulher mais inutil da vida, eu que não consigo nem arrumar a casa e cuidar da minha unica filha direito e você com 3 filhos, não sei quantos livros, emprego e doutorado. Percebi de novo que você fala desde sua “meritocracia” de privilegios que muitos não temos)
Tenho certeza que a sua intenção não foi fazer mal pra ninguém. Tome esta oportunidade para revaluar a suas posturas “desconstruidas” , esta é a sua oportunidade para pensar qual é o objetivo de publicar as suas cronicas. Acho que você faz isso para causar debate, para refletir… desta vez a força do seu texto caiu em você mesma. viu como é forte é importante o que você escreve e como você é uma pessoa que tem oportunidade de fazer diferença neste pais? querida, não caia fora desta não, aproveite e faça diferença. Faça como seu filho mais velho quando perdeu o ticket do estacionamento. Dé a volta por cima, eles já estão orgulhosos de você.
com carinho, Jenny
Olá Elika!
Seu texto foi muito infeliz. Eu o li em 2016 quando um amigo compartilhou, eu problematizei o conteúdo mas em mensagem privada e ele excluiu o compartilhamento. Agora a diferença é que alguns militantes famosos problematizaram o texto de forma pública. Todos erram, e a intenção é só expor o que muitos alunos negros passam nas mãos de professores como você que mesmo sem a intenção, ofendem. Quem expôs seus dados pessoais foram infelizes, mas não desqualifique todo o movimento com base no ato de meia dúzia de pessoas. Estão te comparando com a Senhorita Morello do seriado “Todo mundo odeia o Chris” que critica ironicamente o racismo da Nova York da década de 80. Assiste e vê bem se alguns dos seus atos não são parecidos em pleno 2017(!!!).
Elika, conheci seus textos na campanha de 2014, campanha da Dilma…Fiquei encantada com sua sensibilidade, poesia, humildade em contar os seus causos do cotidiano e tbem de todos nós, pq embora cada um vivencie experiências únicas, muitas vezes as angustias e emoções geradas pelas vivências e pelos fatos que nos chegam, são semelhantes…Por isso em muitos textos me identifiquei, em outros simplesmente me maravilhei, me deliciei, pois suas letras tocam minh’alma muita ternamente… Infelizmente, por um momento, torço q só por um momento, vc não aguentou as nuvens escuras q pairam sobre todos nós e desativou sua conta no Facebook, realmente ha limites para cada um de nós…o país se transformou de um dia pro outro, em terra devastada por interesses mesquinhos, obscuros, algo que jamais imaginava nos piores pesadelos acontecer em tão pouco tempo…parafraseando Haddad em sua sabedoria poética, cada dia um “7 x 1 diferente” pra gente digerir, cada dia um susto q abala as almas sensíveis que almejam só a “justiça pra todos, por isso imparcial e apartidaria”…Volte Elika, apos esse tempo de refazimento necessário…energias positivas pra vc e sua família!
Elika, tomei conhecimento agora do ocorrido, através do DCM. Apanho (ava) seu perfil diariamente, porém nos últimos dias algumas fatalidades me mantiveram bem ocupado, de modo que não vi e não percebi o que estava acontecendo.
Acho muito nobre da sua parte a reflexão, não adianta devolver as pedradas. Mas tenha em mente que patrulheiro é uma raça chata, e que a esquerda também tem, sim, gente intolerante e burra. Infelizmente.
Não adianta tentar dialogar com gente assim. Felizmente são poucos. Fazem um barulho danado, eu sei. Fazem da sua vida um inferno e ameaçam até a sua integridade física. Mas há os outros 99,9% dos seus seguidores que sabem o que você pensa, são lúcidos, enxergam as nuances de um discurso, acompanham o seu trabalho e sabem que não se julga uma pessoa com base numa recorte e, muito menos ainda, com base numa interpretação, digamos, bem criativa de um recorte.
Força, querida.
Um fã aqui de São Paulo.
Ô japonesa, deixe de besteira e volte pro FB. O que mais tem em todo lugar é imbecil. Logo vc não vai poder ir para a padaria, fazer consultas médicas, atender o telefone, andar pelas ruas.
Se pensar bem, o pessoal que malha no FB não é tão numeroso assim. É que eles são ruidosos, dá impressão que são muitos.
Passando por aqui só pra te dizer que, francamente, TE ADORO ! E que é muito óbvio que você não é racista nem aqui e nem na China (ou no Japão, rs).
De um paulistano cansado de chatice e que gosta de gente corajosa !
AMO VOCE..PONTO FINAL..
CONTINUE ESCREVENDO TUDO O QUE QUISERES. MINHA MÃE LE TUDO, E APRENDE COM TUDO…É DOM…VIVA..MARAVILHAS NOS DÁ AO TRANSMITIR O INSONDAVEL DA ALMA…VC ADIQUIRIU A LIBERDADE DE EXPRESSÃO..EXPRESSE-SE………OS CAES VÃO LADRAR É CERTO…MAS QUE MARAILHA, QUE PODEMOS OUVI-LOS, DE QUE ADIANTARIA…ESCREVER PARA O SILENCIO!!! BEIJOS..
Elika, eu li e reli seu texto e nao consigo ver qualquer sinal de racismo nele. Mas como você já percebeu, haters estao em todos os lugares, à esquerda e à direita, e elas vão interpretar o que vc escreveu do jeito que acharem conveniente.
Quero te deixar aqui meu apoio e solidariedade neste momento desagradável. Querendo ou nao você se tornou importante para muitas pessoas, e elas estao sentindo sua falta (como eu). Mas entendo que você queira um pouco de descanso.
Fique em paz, muita gente te ama.
http://www.politicacomdedonaferida.com.br/2017/05/elika-takemoto-volte-voce-nao-errou-em.html
ELIKA TAKEMOTO, VOLTE. VOCÊ NÃO ERROU EM NADA.
Elika,seus textos são tão verdadeiros e tão deliciosamente viciantes!Sinceramente ,não vi racismo ou qualquer tipo de preconceito nas suas linhas,tão bem escritas!Sinto sua dor!Quero te enviar uma energia de Amor e que alivie essa dor!Beijo no seu coração!Helena Bittencourt
Puxa vida, que tristeza…. Fique longe um tempo das redes, vai te fazer bem. Li tudo e quem vê racismo em seu texto precisa não só de aulas de interpretação de texto como consultas psiquiátricas (os que leram e te ameaçaram). Cuide-se e volte tão forte qto és. bjs
Oi Elika, pensei em escrever algo para te dizer que fiquei indignada com essa situação absurda, mas ai me deparei com o Wilson Gomes que disse tudo, você já deve ter lido, de todo modo, faço das palavras dele as minhas.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/linchando-elika-takimoto-por-wilson-gomes/
Olá, Elika. Embora você tenha sentido nessidade de retratacao, não vejo realmente um motivo para isso. Você fez um relato de experiência sobre algo que muitas de nós tivemos que enfrentar como um grande desafio pedagógico. Passei algumas vezes pela mesma situação com alunos nos cursos de licenciatura nas universidades onde dei aula. O importante é o resultado de nosso empenho pessoal na vida das pessoas para quem trabalhamos com carinho e dedicação. A vida delas está marcada para sempre pela nossa ação transformadora. É isso que conta. Abraços.
Nesse caso não deu simplesmente para bloquear no face quem tem uma opinião diferente da sua, né Elika…
Oi Elika. Acompanhava você através do facebook há um bom tempo. Hoje me dei conta que não via mais seus posts, e fui averiguar o que tinha ocorrido. Fiquei chocada! Quem lê seus textos sabe a professora dedicada que você é. Tenho certeza que você fez mais pela educação do que muito político. Eu sinto muito, mas muito mesmo, porque seus textos sempre me fizeram pensar na minha condição de educadora. Fui ensinar para alunos de baixa renda, e foram os 3 anos mais felizes da minha vida. Não tem nada a ver com raça. Não tem nada a ver com classe social. Quando estamos em sala de aula, ali tem um professor, que estudou muito, e alunos que querem muito estudar. E com boa vontade de ambos lados, essa relação funciona bem. Simples assim. Para terminar, você sempre foi corajosa sim, em se expor nas redes. Não via isso como vaidade, apenas como mais uma maneira de expor a educação no Brasil. Eu não sou corajosa, morro de medo dessa exposição. Lembro uma vez que fiz um comentário simples na página de um deputado que sigo. Recebi um comentário que me fez ficar chateada por dias, de tão injusto. Então sempre penso milhões de vezes onde e o que vou escrever, e muitas vezes desisto no meio. Mas não hoje, e não para você. Você merece meu textão! Por ter tido a coragem de se expor por mim e por milhares de educadores que lutam por uma melhor educação. Obrigada!!!!!! E por favor, receba meu abraço!
Carolina, sua mensagem foi muito importante para mim. Não me chateiam os xingamentos. Isso estou acostumada. Não me ofendo com eles. Esse papo de dizer que inventou histórias para aparecer, bobagem. Não invento nada. Posso ser infeliz na narrativa, romantizadar algumas passagens, mas sempre em cima de fatos ocorridos.
Ganhei visibilidade por motivos diferentes e nunca querendo aparecer. Apenas compartilhar histórias e divertir amigos.
O que me fez sair sem data de volta foram as ameaças. Ver amigos entrando na pilha também beirou o insuportável já que o sofrimento e as injustiças foram muitas.
Enfim, obrigada por ter vindo até aqui. Sua mensagem foi importante para mim.
Pensei em largar tudo. Me achei um monstro por ter feito mal a tanta gente…
Mas agora já estou melhor. E sua mensagem contribuiu para isso.
Obrigada
Beijo
O que me entristece é você agora achar que errou num texto que é um primor. É um relato riquíssimo de uma situação real acontecida e de um trabalho enorme de pensar e se desdobrar para solucionar o problema, sem segregar mais ainda quem já foi tão segregado. Vivi algo muito parecido com o que vivem seus alunos cotistas: sempre estudei em escolas públicas e, com muito esforço e estudos em cursinhos da vida, entrei na psicologia usp. No primeiro ano eu estudava, estudava, achava que sabia tudo e obtinha notas medíocres nas provas. Já no segundo semestre, desiludia e sem saber o que estava acontecendo, após tirar uma nota 5, em prova que valia 10, fui procurar o professor e perguntar pra ele o que havia de errado com minha prova, já que eu achava que sabia tudo e merecia nota maior. Daí ele me explicou que, ao responder as questões, eu partia do pré suposto que o examinador sabia que eu sabia, isto é, eu não contava tudo o que de fato sabia, só a conclusão, digamos assim. A partir dessa conversa com esse professor, que me escutou sem preconceito e com muito boa vontade, minhas notas melhoraram muito.
Na escola pública, em salas de aula com 40/50 alunos, meus professores tinham que se desdobrar para conseguir dar conta do recado de nos ensinar e nos avaliar, afinal, davam aulas para centenas de alunos espalhados por salas e salas, escolas e escolas, períodos e períodos. As redações eram no máximo 2 por ano. Como competir com alunos vindos do Bandeirantes, Equipe, Vera Cruz, e outras do naipe, em que há professores exclusivos para redação, onde os alunos fazem pelo menos 1 redação por semana, ou por quinzena?
Se um professor meu da usp dissesse que alunos egressos de escolas públicas eram mal formados eles estariam sendo pré conceituosos? Não, estariam sendo absolutamente realistas. O problema não está no problema, mas em como solucioná-lo, ou não.
Não deixe que um horda de patrulheiros ideológicos, com gana de encontrar pelo em ovo, coloque viseiras em seus olhos, que sabem enxergar e ler corretamente a realidade como ela é, porque só assim se pode agir para modifica-la. Não é negando a diferença, e sim admitindo-a, que podemos mudar alguma coisa nesse nosso mundo tão desigual em oportunidades.
Um abraço,
Ivani Ollier
Obrigada..
Elika, gosto muito dos seus textos, te acompanhava no Face e quando te descobri por causa daquele texto do Hideo, fiquei uma semana lendo os textos mais antigos da sua time line. Eu entendo a sua decepção: uma pessoa que faz o bem, quer o bem, espalha luz onde há trevas, de repente é acusada de ser o que ela mais combate. É acusada de ser racista, de propagar ideias racistas, de perpetuar o estereótipo de negros como inferiores. Juro que não vi nada disso no seu texto! Vi sua vivência em sala de aula, a dificuldade de lidar com alunos cotistas menos preparados (sejam eles negros, brancos, vermelhos ou azuis, rsrs) e a superação que todos tiveram por meio da empatia. Não se deixe abater. Não deixe que o ódio vença essa batalha. Por que histórias como as do Coach Carter podem virar filmes e as suas não são dignas nem de virar post? Aff.
Aprendemos na diversidade de ideias, culturas e backgrounds. Os que destilavam ódio no Facebook de forma cega são uma vergonha para tudo aquilo que dizem representar.
Força, Elika, você não está sozinha. Admiro você demais. Tem muita gente neste mundo que te ama. E mesmo não te conhecendo pessoalmente, te considero e respeito pra caramba. Que Deus conforte seu coração. Sinta-se abraçada 😘
Obrigada..
Elika, nada mudou. Sou seu fã de carteirinha, o texto mostrou você, o esforço para incluir os novos alunos e o sucesso quando nivelou a turma. Ponto. Parabéns e força.