Pipo

Hoje, meu amor faz aniversário e consegui passar esse dia com ele.

Não preciso do Pipo para absolutamente nada, mas amo ter a presença dele em tudo.

A matemática da vida, vejam vocês, não tem a mesma lógica das quatro operações.

Eu, completa como um transatlântico e livre no mar, atraquei-me em um porto mesmo tendo feito qualquer âncora virar pó há tempos em minha vida.

Andando inteira pelo mundo, deparei-me com alguém que fez um quarto ser meu paraíso. Não me dividi, mas dupliquei-me e hoje, para sermos um, juntamos nossas quatro partes.

Pipo fez meu corpo entender para que servem os fogos de artifício nas festas de Réveillon.

Outro dia, estávamos conversando sobre como me incomoda usar o pronome possessivo para se referir a alguém com a qual convivemos.

Meu marido. Minha esposa. Minha mulher. Meu namorado… Sei lá. Parece marcação de território.

Relacionamento saudável não pode ter como símbolo um cadeado. Assim penso eu.

Daí, Pipo falou que se refere a mim sempre como “meu amor” porque, ainda que eu faça o que bem entender com a minha vida, ele seguirá me amando do mesmo jeito.

Portanto, o amor é dele e eu sou do mundo.

Ovulei no climatério quando ouvi isso.

Ok…

Mas, na conexão que foi feita e consolidada após o primeiro beijo, constatei uma forma de existir parecida com o que acontece quando decompomos a luz branca em um espectro de várias cores.

Isso posto e com a alma em festa:

Parabéns, meu amor. O que sinto por você é da mesma natureza do que sente a águia quando busca as alturas. Ela é livre, mas para viver sua essência, precisa estar no ar.

Sigo ao seu lado, presidente.

Presidente, todas as vezes que me encontro com você sinto um tipo de alegria ainda não nomeada.

Não é algo como ver um filho passar para uma universidade. Nem ganhar um carro em um sorteio. É uma coisa que tem a ver, de alguma forma, com o tempo.

Sensação boa que chega com imagens de tudo que já lhe vi passar, que vem com a riqueza do nosso presente e como se eu estivesse grávida de Brasis. Como lhe disse, não dá para nomear o que sequer tenho capacidade para explicar.

Hoje vi você na inauguração dos leitos do hospital de Bonsucesso. Ouvi – como quem vê boquiaberto o mar em silêncio – o seu discurso emocionado falando que quer ver os nossos Hospitais Federais sendo referência.

Eu estava na plateia que suava e sorria, como fazem aqueles que recebem um neto em casa.

Quando estive perto de você, percebi ainda nos seus olhos o reflexo do povo que ouviu o seu discurso. Você enxerga o Brasil, presidente. O tempo todo.

É impressionante testemunhar o que fica impresso na sua retina, presidente.

Não é caso para oftalmologista e sim para quem entende de coração.

Estar ao lado de quem tirou um país deste tamanhão do mapa da fome, que colocou tanta gente boa nas Universidades e que diminuiu drasticamente a mortalidade infantil já é motivo de um deleite infinito.

Sentir a força do bem é algo indescritível.

Você, meu presidente, devolve a esperança com um simples bom dia sorrindo emocionado andando pelos corredores de um hospital reformado.

Sigo, como sempre faço questão de repetir, a seu serviço.

Quando você me chama pelo meu nome no meio de uma multidão, vou ao seu encontro me sentindo a Beyoncé no palco descendo escadas com os cabelos esvoaçantes.

Sei o tamanho da minha sorte por ser reconhecida pelo melhor presidente que este país já teve.

Como não sou dessas de perder oportunidades, sempre falo em nome de muitas pessoas que não têm a mesma sorte que eu de poder te dar um abraço:

Obrigada por tanta dedicação e carinho com o povo brasileiro, presidente.

Seguimos ao seu lado.

❤️🌹

📷 Ricardo Stuckert