
Há tempos escrevo sobre tudo o que me toca da forma mais sincera possível. Não tenho vergonha de falar de minhas fraquezas, de meus medos, de meus devaneios sejam eles de que natureza forem e muito menos penso duas vezes antes de pedir desculpas por algo que tenha feito. Não raro, sou criticada e gosto quando isso acontece porque me vejo refletindo sobre meus valores. Crescemos sempre no embate, no diálogo, na divergência.
Muitas pessoas não se expõem por aqui para não ter que discutir. Não sou dessas como podem ver. Falo sobre política, educação, maternidade, sociedade, separação, escrevo sobre como é morar no subúrbio carioca, escancaro a minha dor sem freios. Sempre fui assim desde que me entendo por gente.
Como já disseram, sou uma “subcelebridade” na internet. Para quem não sabe, esse boom no meu perfil ocorreu no ano passado por postagens de cunho bem diferentes terem viralizado: vídeo de minha filha cantando para vacas, foto dos meus filhos no Aniversário Guanabara, texto relatando a minha experiência com coletor menstrual, anúncio de meu filho Hideo,… e o polêmico texto sobre cotas escrito há um ano (repostado ontem no facebook) que é o motivo dessa minha fala agora aqui.
O texto sobre cotas me apareceu como “lembrança do facebook”. Como acontece com inúmeros deles, apenas dei o famoso control C control V para quem não tivesse lido, caso quisesse, dar uma olhada. Lembro-me que, no ano passado, recebi mensagens de todo o Brasil por ele. Pessoas que haviam sido (ou ainda eram) cotistas estavam me agradecendo emocionadas pelo relato que eu havia feito. Por recordar as mensagens de carinho que havia recebido e por entender que ele seria algo bom para a comunidade, resolvi publicá-lo em meu feed mais uma vez. Se tivesse, na época, recebido uma só crítica de um negro se sentindo mal com a postagem, podem ter certeza que não teria republicado esse texto. Não foi o caso. Os elogios e agradecimentos tinham vindo deles e por causa do texto fiz amigos cujas vozes são importantíssimas no movimento negro. Sim. Muitos que me elogiaram podem ser cegos, não descarto essa possibilidade.
Qual foi minha surpresa que dessa vez a minha vida virou de cabeça para baixo. Levei um susto com a quantidade de pessoas me agredindo e as ameaças que recebi. Fui acusada de ser racista e ter sido completamente infeliz nas palavras. Inicialmente, como sempre digo, se o oprimido diz que sofreu um preconceito e foi agredido, ele tem sempre razão. Não existe mimimi. Não existe vitimismo. O mundo não está ficando chato. O mundo está melhorando isso sim. E isso tudo que aconteceu serviu como grande aprendizado, pois, fui acusada pela primeira vez de opressora. Perguntei-me: onde fui racista? Eu? Racista?! Já sabendo de pronto que sim, vale observar. Tinha sido racista já que há negros que se sentiram ofendidos. Essa é a regra.
Li o texto. Reli. Li comentários. Muitos xingamentos, muitas agressões.
A minha reação é ficar desesperada olhando para o que fiz e questionando onde errei e porque despertei esse sentimento ruim nas pessoas se tomo sempre o maior cuidado para fazer o contrário. Para muitas que vieram até me ofendendo, eu pedi para que, por favor, me ajudassem a melhorar. O que falei que feriu tanto para que nunca mais eu faça de novo?, perguntei para um tanto de gente hoje, pois, juro, não entendi o motivo pelo qual estavam querendo meu fígado.
Nada como o diálogo.
Não vou me ater aqui a dissecar do texto e a comentar frases que recortaram, colaram em fotos minhas e divulgaram em páginas e sites por aí. Sei que com isso, minha integridade física já foi ameaçada, corro risco de vida, pois, conhecem bem meu rosto (como fizeram questão de expor) e esses que fizeram isso querem mesmo a minha morte seja ela real seja metafórica. As duas são possíveis e se temo a primeira é porque sou mãe de três e filha de duas pessoas para as quais dou total assistência. O fato de ter virado conhecida pouco me importa ao contrário do que muitos (que não me conhecem) pensam. Coisas imprevisíveis que acontecem na internet… Por mim, ficaria falando só para meus amigos como sempre fiz. “Printando meus próprios tweets” para eles somente no intuito de compartilhar ideias e brincar – como muitos sabem que gosto demais de fazer.
A única coisa que sempre sonhei foi ter meus livros publicados e só. Isso não escondo de ninguém. Mais do que isso para quê? Acabou que hoje tenho quase 150 mil seguidores, fato que foge a minha compreensão e ao meu controle. Quando penso nesse número me dá até calafrios. E, por tentar sublimá-lo e acreditar sempre que escrevo para meia dúzia de leitores, não tomo cuidados que hoje, aprendi, preciso estar atenta.
Isso posto e voltando ao foco da postagem, gostaria de agradecer a todos pelas críticas que me fizeram. Entendi que, a despeito de não ter sido a intenção, o texto que pretendia narrar a desconstrução de um preconceito, ainda assim, foi infeliz e opressor, principalmente, na forma.
Relendo a partir das críticas recebidas, percebi o quanto é difícil viver em uma sociedade estruturalmente racista. Eu estava crente que (como muitos me fizeram crer na primeira vez que o texto foi publicado) tinha feito um serviço bacana narrando tudo o que passei. Qual o quê. Close erradíssimo. Vocês estão certíssimos em terem me chamado a atenção.
A única coisa que gostaria de pontuar é que o fato de eu ter estranhado ver negros em minha sala de aula (como narrado o texto) não foi por incômodo com a raça ou cor e sim por ter visto que algo diferente estava acontecendo. No mais, a narrativa peca por ter dado a impressão que eu acredito que, se não fosse pela ajuda dos colegas brancos, os cotistas não dariam conta, além de eu ter reforçado esteriótipos que só dificultam a inclusão e os colocam como seres fora do padrão. Entendi perfeitamente isso e concordei de pronto com a crítica.
Não inventei nada do que foi escrito, queria observar. Tudo aconteceu. Não teria motivos para inventar nada. Autopromoção, crescer em cima da desgraça alheia, aparecer como salvadora… nada disso me passou pela cabeça. Quando o texto foi publicado pela primeira vez, praticamente, foi só para amigos e conhecidos que sabem que a minha intenção jamais seria essa, digo, aparecer. Queria apenas compartilhar com aquele texto (que excluí para frear as ameaças que ando recebendo e a pedido da comunidade negra – e não por covardia como já me acusam) que quebrei a minha cara por ter pensado inicialmente que não daríamos conta daquele novo perfil de alunos que nunca dantes na história do Cefet havíamos tido.
Não menti. O texto fala (de forma infeliz ok) da desconstrução (não completa como vários observaram muito bem) de um preconceito de classe e de como tive que me reinventar como professora para dar conta da diversidade de vários níveis. E tive mesmo. Não vou esconder isso. Não por ser “iluminada”, “boazinha”, “princesa isabel” como me chamaram ironicamente. Mas porque outra realidade se apresentou e que não fazia ideia de como lidar com ela e fiz um esforço danado para aprender. E continuo me esforçando para ser a melhor professora para meus alunos. Há muito o que preciso assimilar ainda, como viram. Que bom que seja assim, penso eu… que horror seria se não tivesse mais nada a melhorar.
Hoje, em minhas palestras e em minhas falas, defendo que as cotas deveriam ser obrigatórias por lei em escolas particulares também, pois vi o quanto é somado quando trabalhamos no plural. Não sou tão ruim quanto pensam ao meu respeito. Entre o quente e o frio há graduações de morno. Seria bom não ver o mundo de forma tão dicotômica, acho eu…
Se meu relato reforçou a colonização, como observaram, peço milhões de desculpas, pois quero estar ao lado de quem a questiona e não do lado de quem a defende. Por favor, não me excluam dessa luta.
Prometo me policiar muito mais na minha fala, na minha escrita e a rever sempre meus (pre)conceitos.
Mais uma vez, a todos que contribuíram para tanta reflexão, muito obrigada. E a todos que se sentiram ofendidos, perdão.
Segue o barco com todos dentro.
Publiquei esse texto me retratando publicamente. As ameaças, incrivelmente, pioraram depois que o escrevi. Por motivo de segurança (já que meu contra cheque, meu CPF e endereço foram publicados junto com a foto do meu rosto com a legenda “racista!”) e por precisar digerir tanto ódio sem afetar a minha saúde, desabilitei a minha conta por tempo indeterminado.
Preciso me fortalecer.
Obrigada a todos que permaneceram ao meu lado e não atiraram pedras.
Em tempo, se quiserem continuar lendo meus novos textos, basta assinar o Blog. Na barra lateral direita tem um espaço para isso. Sempre que postar um texto novo, vocês serão notificados.
Aqui é a minha casa. Sejam bem vindos.
Muito injusto o que estão fazendo com você! Sentirei muita falta dos seus textos! Que tudo isso passe o mais rápido possível! Muitos beijos.
Perfeitamente compreensível sua atitude, mas vou sentir falta do seu Facebook 🙁
Força querida! Que tudo isso passe logo.
Obrigada por compartilhar suas experiências. Quem está em sala de aula e se entrega de corpo e alma ao compromisso dá educação, sabe como é difícil é ao mesmo tempo, prazeroso, enfrentar desafios que surgem todo momento. Seja ele de diferenças de aprendizado, desacordos pessoais,etc…
Você vai encontrar o ” seu” caminho para superar esse momento, de forma criativa e lúcida. Até mesmo por seus filhos. Viver é conviver são coisas diferentes.
Obrigada por mais esse exemplo de convivência.
Sinta-se forte e carinhosamente abraçada, Élika, você é GRANDE!
Não duvido que as ameaças não tenham partido de pessoas negras reais e sim de haters que divergem de suas ideias por N motivos… Fica em paz e força sempre.
Coragem e lucidez você tem de sobra. Por isso mesmo mostra que não precisa ser suicida nesse mundo doido. Para o bem do debate e a elevação do nível das redes sociais, aguardamos ansiosos o teu retorno! Todo apoio a tua luta!
Te chateia compartir no face este texto???
Não. Fique a vontade.
Força Elika.
Com carinho
Elika,
peguei a discussão pelo meio. Diante de um texto tão honesto, não há como não ficar do seu lado. Muito assustador ver como as “pessoas” estão sedentas de julgar e condenar numa só clicada. É um ódio a priori que precisa ser extravasado. Basta uma fagulha de incompreensão e a condenação é certa. Força pra você!
Abs,
Tarlei
Elika, eu acredito que o mais importante é o reconhecimento dos erros e os conceitos sendo revistos. O texto foi infeliz e racista sim, mas acima de tudo houve sua mudança de postura. Nós somos construções diárias. Espero que retorne em breve com mais textos. Abraços.
Nossa que triste! A barbárie caminha a passos largos. O homem continua sendo o lobo do homem. Uma das coisas que mais me agrada em envelhecer é reconhecer que a verdade é sempre meia. E a alegria que sinto em poder mudar de opinião, me faz acreditar na expansão permanente do conhecimento. Adoro Te ler, inclusive na sua divisão como sujeito. Uma pena vê-la atravessando essa avalanche, deve trazer um sentimento de desamparo, mas frente ao sofrimento só nos resta aprender e tirar consequências, vc fará isso bem, ou o melhor que puder. Fique bem! 🌹queria deixar essa poesia do Drummond que adoro, mas não consegui acessar a página dela……. aí vai.. bjs VERDADE
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Não acredito 😧😧. Vc é uma inspiração para mim. Espero que volte logo.
Mana, todo mundo erra. Infeliz de quem acha que pode julgar os erros alheios com essa agressividade. Não deixe que tanto ódio te afete. Aprenda com o episódio, mas não se culpe.
Beijos
É triste ver que os formadores de opinião com mais bom senso dentro do senso crítico comum são cada vez mais calados pela ditatura online. Já não basta tudo o que o Brasil está passando politicamente, nos vejo ainda mais vulneráveis quando aqueles que nos representam mesmo que fora da politica (até porquê lá poucos nos representam), também nos são afastados.
Élika, sorte de quem te tem por perto e pode aprender e crescer com você.
Deixe esse momento passar, mas não deixe de nos iluminar com as suas indagações.
Beijo Grande. Luz e Paz.
Tá assistindo Black Mirror? Assista… nos faz
refletir em como esse meio virtual pode ser danoso
e em como as pessoas perdem facilmente
o controle nos comentários
é o episódio das abelhas escrito
Eu adoro seus textos, todos, mesmo sem concordar com tudo.
Hoje mesmo pela manha, quando dirigia para a universidade eu pensava sobre sua coragem (verdade). como alguém consegue escrever, tudo o que sente e pensa, sem sentir medo. Muitas vezes tenho vontade de comentar seus posts e não faço por simples “medo” dos ataques que acompanham qualquer coisa que se escreve.
Espero que tudo se ajeite logo. Abcs.
Tenta ficar traquila. Eu sei que não é fácil. Ser acusado é muito doloroso.
Seu texto não tinha nada de racista.
Abraço e continue com sua escrita deliciosa e importante.
Força, querida! Tempos difíceis esses que estamos vivendo! O ódio está à solta e sendo alimentado ferozmente!
Mantenha a serenidade e a certeza de que tudo vai passar.
Um abraço carinhoso.
ab-$urdo isso q tá acontecendo com vc. tamo junto elika.
Profa,
Tenho um imenso respeito e carinho por vc. Num a vi na vida. Mas queria muito poder abraça-la e tomar um chá. Conversar por algumas horas e dizer o quanto sou grata por existir mulheres como vc. Reflita, me emociono, rio, tanto sentimentos que seua textos me causam. Gosto e compartilho boa parte. Sou de Manaus e quero deixar o convite para que possa conhecer e fazer esse debate, um dia conosco. Um abraço carinhoso. Profa Angélica Dias
Elika, vou te dizer uma coisa. Sou um destes alunos que você descreveu em seu post e que tanta indignação causou. Entrei em escola pública e dela não saí mais até o ensino superior. Não entendia nada de Ciências, nada, nada nadica. E vou te falar, a realidade de muitos alunos é essa mesma. Não me senti nem um pouco “afrontado” com teu texto. Existe uma mistura perniciosa de oportunismo, populismo, ignorância e mais uma porção de coisas ruins juntas que tornam muito fácil demonizar um texto como este. Mas, te digo uma coisa: no fundo, no fundo te dou razão. Por anos tenho visto como educador o fracasso que tem sido políticas de inclusão que não contemplem um ensino sério na área de Ciências. É legal falar de identidade, de racismo e coisa e tal? É, com certeza. Mas passa numa favela só pra você ver a quantidade de garotos que poderiam estar estudando robótica, aprendizagem de máquina, nanotecnologia e aí uma “ação social” ensina no máximo uma oficinas de Excel e de Vídeo. Elika, sinceramente, eu acho este tipo de coisa mais cruel do que mil destes textos que você escreveu.
Mas é isso aí, ensinar ciências neste país é coisa ingrata mesmo, bem o sei. A gente enverga mas não quebra. “Deixe de besteira, companheira” e bola pra frente. Abraços.
Não se vá Elika!
http://ocontemporaneobrasil.blogspot.com.br/2017/05/nao-se-va-elika-por-thiago-muniz.html
Esse foi o primeiro texto teu que eu li. Me lembro que minha irmã me falou de você e eu fui procurar.. claro que gostei, como todos gostam. teu texto é delicioso de se ler e transborda sinceridade. Me lembro ter gostado muito desse texto especificamente, por confirmar minha opinião sobre cotas (que já foi contrária por ignorância), e ter visto nele um alento para quem não tem chances na nossa sociedade. A questão de ser negro ou não “pra mim” não é o ponto chave nessa história, mas sim o ensino público. Enfim, se pessoas te agridem ou ameaçam pelo que vc vivenciou e resolveu dividir com todos é preocupante, é caso de polícia.
Espero que esta fase passe e que você volte a fazer o que te dá mais prazer, sem amarras, sem medos e sem ameaças!
#ForçaElika e #ForaTemer
Educar para a relações raciais, passa antes em educar-se para as relações raciais. Esse aprendizado como todos aprendizado requer esforço e alguma dor até o prazer. Nao basta escrever um texto como nao basta ter amigx negrx . ou mais radicalmente dizendo, “nao se tem uma relação racial através de um vibrador preto”, depois de “Cara, gente branca”. Série Netflix.
Elika, não cheguei a ler o texto todo, mas até onde li entendi perfeitamente o sentido de desconstrução de si q vc queria passar, da sua percepção inicial e do quanto evolui nesse sentido ao se possibilitar ver as coisas por um outro prisma. Um dos primeiros passos para alguém mudar é assumir suas fraquezas, e identificar a cultura racista q constitui nossa sociedade é talvez o passo fundamental para que todos possamos caminhar em direção a uma sociedade mais igualitária, de acesso a todos, democrática de direito e de fato. O q c fez no texto eu entendo como assumir essa construção em si, sem pudor, sem máscaras, e sem vergonha, e expondo sua fragilidade de ser humano. Quanto mais nos expomos, mais sujeitos a críticas nos colocamos. Enfim… Quero falar c vc. Estou a disposição para o que puder ser útil. Não achei seu tel aqui por vc ter desativado o face, não o salvei, caso vc não tenha salvado o meu tb, sabe onde me achar, e pode tb pegar c o Cunha. Um forte abraço. Nilton Jr
Obrigada.
Força, Elika. Te admiro muito!!! <3
cara, que merda. sinto muito por vc, por nós todos.
cara, que merda!!!!
volta quando se sentir segura, tá.
Oi Elika, estava meio ausente do face e só vi agora o que aconteceu com você porque o Alexandre Nero falou sobre isso.
Muito triste mesmo. Força pra você e sua família. Que você possa voltar em breve, revigorada!
Elika. Eu te adoro. E vou te apoiar até embaixo d’água.
Estou dando respostas para esses agressores INVEJOSOS quando cruzo com algum em minha linha do tempo, sim, INVEJOSOS. Eu enxergo a inveja atuando como um monstro, aqui neste caso. O motivo chega parecer piada…chamar você de racista, logo você, uma pessoa com uma mente privilegiada, uma sabedoria para causar inspiração e admiração nas pessoas. Você subiu como um foguete….ficou pop, ia na TV, dava entrevistas, lhe convidavam quase como uma nova celebridade….mas neste maldito país isso é a porteira para o fascismo e a inveja, a raiva e ódio de quem daria tudo para estar no seu lugar. Eu odeio o facebook….sempre tive um blog….eu ESTOU facebook por causa do golpe de estado…entrei em março do ano passado….portanto, sou novinha no FB….e não pretendo me estender tenho até data para sair….só estou esperando ver como vai ficar o pais até 2018….o Lula vencendo saio do FB….o Lula perdendo ou o golpe vingando….saio do FB da mesma maneira…..aquele lugar é nefasto, gente estúpida e nojenta….conheci muita gente boa, como vc….mas não vale a pena ficar ali. Enfim, escrevi mais do que devia e muito mal, por sinal, não tenho seu dom….vou frequentar este seu espaço para ver o que voce escreve, pois como já disse, adoro. Tente se energizar e esquecer as agressões….parece banal , mas para mim sinceramente é só a INVEJA MESMO. Inveja vertendo de forma ofídica por essas pessoas. Um beijo no ombro pra elas e um beijo bem forte na sua bochecha e um abraço daqueles de quebrar a costela. Te adoro. Malu de Porto Alegre
Obrigada
Foi lindo o seu texto. E apesar da sua lição de humildade, tenho convicção por estas e outras amostras, que as críticas foram muito mais devido a um ódio que está latente e buscando motivos para ebulir, que por alguma ofensa real.
Fica, querida!!!!! <3
Elika, Elika vc é puro amor querida! Fala e escreve com o coração e a alma! isso incomoda muita gente! Se fortaleça, me coloco no seu lugar é por muito, mas muito menos eu passei noites sem dormir! Saiba q tem muita gente q vê o seu ❤️, é mesmo sem te conhecer, mas já me sentindo íntima pq vc fazia parte dos meus dias , eu consigo enxergar q isso q estão fazendo com vc é uma maldade! Vc é muito mais q td isso! Acredite! Força Elika, força família! Tudo vai passar!
Não é que o mundo está chato, mas o oprimido quer a chance de oprimir.
Desde quando comecei a entender o que era um movimento social, uma defesa de direito, manifestação, via uma necessidade de exclusão do outro, por diferentes aspectos. Os movimentos sociais, sejam de qualquer defesa de interesses, excluem os “não seus”. Ao invés de agregar, ensinar, até desenhar, acusam, xingam, ameaçam e humilham (e querem licença poética para isso, já que sofrem).
Sinto muito por você. O texto não era de cunho racista, ele exemplificava a mudança social que está ocorrendo (ainda bem).
Na calmaria você retorna ao Facebook, seus textos são inspiradores. Tudo de bom para você e sua família!
Elika, sinta-se abraçada por mim.
Está vendo aí? A própria galera que você defende te atacando sem dó? Agora você acredita nos excessos dessa galera? Agora que você levou essa carteirada social do “cala a boca que branco não tem lugar de fala” você enxerga o tamanho do biscoito que você deu e que super alimentou esse ódio?
Sou a favor das cotas, sou a favor da reparação social. Mas não aceito essa babaquice tirana de “se um negro disse que se sente ofendido é porque ele está certo e você está errado e você deve se calar”. Ora, então basta um negro dizer que se sente ofendido? Então não existem negros com más intenções? Eu tenho que acreditar que ele se sentiu ofendido mesmo e não apenas está dando carteirada social sei lá por qual motivo? Não mesmo!
Lugar de fala significa dar a quem sofre a opressão o direito de se manifestar primeiro, de ter sua fala levada em consideração antes de outros posicionamentos. Lugar de fala não é censura. Não é para proibir brancos de falarem sobre racismo. Estão tiranizando tudo!
E você, Elika, no próprio texto racista (sim, foi racista) você fala em transformação, fala em como seus preconceitos foram sendo quebrados. Isso no próprio texto fatídico! Mas é claro que a galera da carteirada ignorou. E pior, ignorou até o pedido de perdão. Essa galera da justiça social está barbarizando geral e isso para mim se parece mais com opressão do que qualquer outra coisa.
Olha eles aí querendo convencê-la de que é melhor para de falar!
Força Elika!
Esse texto mostra que, além de todas as qualidades que quem te acompanha e admira percebe, você é de uma incrível humildade,reconhecendo erros e disposta a não repeti-los. Continuarei te acompanhando por aqui.
Elika, vi bem bem a intenção positiva do seu texto. Sinto moto pelo que vc está passando. Estaremos esperando a tua volta e mandando Boas energias.
Fique bem a intenção. .
Beijao
Kika
Te sigo no face antes do “boom” que te deixou como li hoje cedo “famosinha”.
Li a postagem em questão no ano passado e achei muito boa, sensata e real.
Mas não falo do local de quem sente o racismo todo o dia.
Mais uma vez vc foi sensata em se posicionar.
Já estou assinando as postagens aqui do blog
Abraços
Eu já tive algumas brigas também por conta dessa coisa do “se a pessoa se ofendeu, peça desculpas, vc tá errado”. É, tá certo, mas isso não dá direito ao ofendido de ofender também, muito menos de ameaçar. Isso é injustificável, inconcebível, e eu realmente acho q as críticas partiram de pessoas q não te conhecem ou q já não gostavam de vc por outras razões, e resolveram pegar no pé com esse texto. Sua reflexão é lúcida demais, e não teria sentido te destratarem ainda mais depois da publicaçao do novo texto. O ódio cega, e vc faz muito bem de se afastar desse mundo virtual cruel por tempo indeterminado.
Passando só pra deixar um abraço em solidariedade!
Surtirá algum efeito eu pedir a ti: Não vá!?
Você é incrível e diferente, infelizmente alguns não sabem lidar com a diferença e sua enorme contribuição em nossas vidas. Obrigada por sempre abrir o coração e despir a alma para nós. Confesso que eu ficaria muito feliz se voce não fosse embora… Paz… Gratidão!❤
Elika, você é maravilhosa. Tenha certeza que muitas dessas pessoas que hoje a criticam sequer saem de casa para tentar ajudar o próximo, seja ele negro ou branco.
Muita força para digerir isso tudo!
Sigamos juntas.
Forte abraço.
TPoxa imagino que esteja passando por momentos bem difíceis. Eu como sua seguidora e admiradora me solidarizo. Confesso que quando li o texto pela primeira vez achei um relato emocionante e que pudesse fazer as pessoas enxergarem as cotas por um outro ângulo. Mas, depois de ler os comentários de pessoas ofendidas e reler o teu texto, ele me incomodou. Incomodou pq eu não notei na primeira vez que li. Me incomodou por notar o quanto o racismo tá enraizado e naturalizado, o quanto passa batido. Leio você e é como se eu conhecesse seu coração, então entendo sim suas intenções e sinto muito pelo que vem passando… mas o texto é indefensável. Espero que essa turbulência passe e que todos aprendamos juntos. Um beijo
Oi, Elika! Acompanhei toda a história e concordo que seu texto foi infeliz em certos pontos. Porém, não concordo com o linchamento virtual que fizeram com vc. Senti muita sinceridade no seu pedido de desculpas, mas infelizmente alguns militantes estão tão cegos pelo ódio que não conseguiram sentir suas palavras. De qualquer forma, acredito que um tempo fora do Facebook te fará bem, porque realmente está difícil conviver com tantos comentários tóxicos nessa rede social. Espero que fique bem e não desista de escrever (gosto muito dos seus textos). Beijos!
Elika, eu de novo! Estava lendo o tal texto “polêmico”. Por acaso você alterou ele depois do “rolo” todo?
Não. Nem tive tempo.
Li seu texto, Elika. Vejo que o que ocorre é falta de interpretação de texto e muita má-fé. Visitei sua página agora e li muitos comentários de pessoas que simplesmente “foram com a boiada”, como sempre, um hábito das redes sociais.
Imagino a sensação horrível que você deva estar sentindo, mas também vejo grandes pessoas falando a seu favor.
Quando puder, dê uma lida nesse post: https://www.facebook.com/wilson.gomes.1614460/posts/1891131531166900
Fica bem… ❤
Ai, querida amiga! Chegou tua vez de ser amordaçada pela ignorância e violência (moral e física) que imperam nestes tempos. Mais uma vez, eu digo: a Idade Média está voltando. Sinto muito, mesmo, por ti. Sei que para ti o FB era uma janela por onde conversavas com tanta gente e que isso te assustava mas fazia muito bem, que era o palco onde tuas maravilhosas criações bailavam para o deleite de todos nós. Tu fizeste a coisa certa, claro: proteger a ti e a tua família. Mas o FB ficou bem mais pobre sem ti. Espero que logo tenhas condições de voltar. Beijo.
Obrigada, meu amigo. Quem sabe volto. Beijo grande já com saudades.
Conte com meu apoio, amor e carinho!
Força
Inacreditável esse tipo de “linchamento”. Mas vi alguns aqui lamentando, dizendo que vão sentir saudades.. mas eu por exemplo vejo mais o twitter do que o Face, e o blog aqui no WordPress vai continuar, pelo que entendi. Facebook é muito exposto mesmo, e as pessoas, principalmente os reaças, cismam de usá-lo como latrina, despejando seus ódios e idéias tortas e rasas. Nessa situação acho que faria o mesmo, dar um tempo. Mas esses cães danados que latem muito geralmente não mordem. Boa sorte, evoé.
Querida, não se deixe abalar. A reflexão é importante, faça isso. Mas, volte. A sua contribuição é de extrema relevância para que outros também reflitam, repensem e se tornem humanos melhores. Obrigado por me fazer melhor com os seus textos.